UM MODO DE ESCREVER, UM MODO DE EDUCAR: CARTAS PORTUGUESAS OITOCENTISTAS

Autores

  • Fabiana Sena Universidade Federal da Paraíba

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo dar visibilidade ao modo de escrever e de educar por meio das epístolas portuguesas Da Educação: cartas dirigidas a uma senhora ilustre encarregada da instituição de uma jovem princesa (1829), de Almeida Garrett, e Código do Bom-tom, ou, Regras da Civilidade e de Bem Viver no Século XIX (1845), de José Ignácio Roquette. Tais epístolas circularam no Brasil, divulgando ideias, conceitos e formas a respeito do modo de ser e de viver da época, no Século XIX, para uma diminuta elite, formada pela comunidade letrada, que, devido à sua histórica condição, detinha o controle absoluto de uma cultura erudita. Nas duas cartas portuguesas, o propósito dos autores era de instituir um modo de educar, porque eles queriam persuadir seus destinatários, fossem eles reais - a Corte portuguesa - ou ficcionais - a seguirem seus conselhos apresentados nas cartas. Então, quais as orientações para os destinatários das cartas? Qual o modelo de educação para meninos e meninas? Com efeito, o estudo da epistolografia consiste em compreender a mentalidade de uma época sobre a educação e a instrução pública portuguesa, cujas ideias presentes nas cartas circularam no Brasil oitocentista.

 

 

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Biografia do Autor

Fabiana Sena, Universidade Federal da Paraíba

Professora Adjunta no Departamento de Metodologia da Educação do Centro de Educação. Credenciada no PPGE. Desenvolve pesquisa financiada pelo CNPq.

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Publicado

2015-05-08

Como Citar

SENA, F. UM MODO DE ESCREVER, UM MODO DE EDUCAR: CARTAS PORTUGUESAS OITOCENTISTAS. Revista Temas em Educação, [S. l.], v. 24, n. 1, p. 102–113, 2015. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/rteo/article/view/23649. Acesso em: 28 set. 2021.

Edição

Seção

RELATOS DE PESQUISA