JOSÉ LINS DO REGO E O ROMANCE DE FORMAÇÃO

Autores/as

  • Ana Karla Canarinos Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.22478/ufpb.1516-1536.2025v27n3.77301

Palabras clave:

regionalismo, romance de formação, tradução, literatura brasileira, josé lins do rego

Resumen

Este artigo tem por objetivo realizar uma análise da narração de Menino de engenho, a partir das características comuns ao romance de formação europeu, cuja tradução ao contexto brasileiro centra-se na elaboração dos traumas do narrador Carlos de Melo. Ao considerarmos o testemunho e a narração como uma tradução da história da vida privada e pública do Brasil dos anos 1930, percebe-se que o protagonista, em alguma medida, organiza os rastros da história fragmentada nação; ao mesmo tempo em que há um desejo de traduzir a sua história íntima, que é perpassada por uma série de fracassos. A hipótese é de que a especificidade do romance de formação de José de Lins do Rego é atravessada pela culpa do narrador-protagonista, cuja narração se configura a partir da confissão de seus traumas, concomitantemente ao testemunho da passagem do Brasil rural ao urbano. Sob esse aspecto, o 1) privilégio do espaço na organização temporal da narração, perceptível pelo choque dos dois Brasis profundamente conhecidos pelo personagem: o urbano e o rural; 2) a confissão dos traumas, que se passam tanto na sua história privada da personagem como também na violência histórica da transição de uma economia predominantemente agrária para uma economia industrial; e 3) o entrelaçamento com as narrativas dos pobres e desvalidos do engenho, cuja postura do narrador oscila entre a aproximação e a repulsa, constituem a confissão e o testemunho da narração.

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Publicado

2026-07-09

Cómo citar

CANARINOS, Ana Karla. JOSÉ LINS DO REGO E O ROMANCE DE FORMAÇÃO. Revista Graphos, [S. l.], v. 27, n. 3, p. 210–230, 2026. DOI: 10.22478/ufpb.1516-1536.2025v27n3.77301. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/graphos/article/view/77301. Acesso em: 14 jul. 2026.

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