Movimentos de participação na escola, avaliação institucional e as professoras de brincar:
algumas reflexões para/com a pesquisa com crianças
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003.2026v35n1.74549Palavras-chave:
crianças, participação, infância, pesquisaResumo
Este trabalho propõe o diálogo com duas pesquisas de doutorado em Educação, uma concluída e outra em andamento, na qual ambas buscam ouvir as crianças da Educação Infantil nos seus modos de ser e estar no mundo. Desta forma, a partir de uma escuta que acolhe e visibiliza (Rinaldi, 2012), nos interessa problematizar as possibilidades e os limites da escola como o lugar da infância nos últimos tempos, entendendo que esses limites podem ser redimensionados como espaço de criação a partir das lógicas infantis. Pensar em pesquisas que, de fato, escutem as crianças implica em repensar o significado da participação em diferentes contextos do cotidiano. É no cotidiano das escolas que as lutas políticas acontecem. E essas lutas começam a partir das necessidades, das urgências. E a participação das crianças é uma destas. Enquanto caminho metodológico pensamos que as pesquisas nos/dos/com os cotidianos (Alves, 2001) reafirmam que o mais importante nessa caminhada é o próprio movimento e não o “chegar ao destino” propriamente dito. Nossa intenção é apresentar as experiências em pesquisas com crianças de modo a fortalecer a ideia de que, esses sujeitos, precisam ser ouvidos e que suas ações possam ecoar nas reflexões socialmente estabelecidas, instituídas.
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