Quando as crianças pequenas transgridem:
a transgressão como forma de participação nas práticas pedagógicas na Educação Infantil
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003.2026v35n1.74554Palavras-chave:
Educação Infantil. Transgressão. Participação infantil.Resumo
Este estudo tem como objetivo analisar a transgressão infantil como uma forma legítima de participação nas práticas pedagógicas da Educação Infantil. A produção de dados envolveu observação participante, registros em diário de campo e gravações em vídeo. Além disso, foram realizados grupos de interesse com as crianças e uma entrevista semiestruturada com a professora. Participaram da pesquisa dezessete crianças, com idades entre três e quatro anos, de ambos os sexos, e uma professora, todos integrantes de uma escola municipal de Educação Infantil. As análises evidenciam que as crianças não assumem uma postura passiva diante das propostas pedagógicas, mas constroem formas próprias de participação, frequentemente negociando, ressignificando ou mesmo rompendo com as práticas instituídas. Conclui-se que a transgressão, longe de representar apenas desvio ou indisciplina, pode expressar protagonismo, agência e o desejo das crianças de participar com base em seus interesses e perspectivas.
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