Imaginando entre humanos e não-humanos:
experiências da verdade com crianças de Santarém Novo (PA)
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003.2026v35n1.74723Palavras-chave:
Verdade. Crianças. Humanos e não-humanosResumo
Este artigo investiga aspectos de produção da verdade a partir de ações de duas crianças, Juninho e Isabelly, moradoras de Santarém Novo (PA), que se constituíram em aprendizagens para a pesquisadora. Propõe compreendê-las como traduções ontológicas, onde humanos e não-humanos — como o Curupira, o peixe ou o rio — participam de uma rede viva de copresença. Inspirado por Nietzsche, critica a moral ressentida, que coloca a natureza como exterioridade única (objeto) para se afirmar boa (em desenvolvimento ou salvadora do planeta), e segue, em contrapartida, um regime de verdades múltiplas (sujeitos), de variação da natureza, onde aprender ou saber é “dar a ver” e ver junto em diferentes graus de transformação da posição de quem vê ou é visto. Assumir a natureza enquanto alteridade e imaginá-la, nos equívocos, na luta, na sua dança com as crianças, pode nos levar a repensar uma educação ambiental.
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