Educação Física e cultura:
a desnaturalização do corpo e das práticas corporais
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003.2026v35n1.70223Palavras-chave:
Educação Física, Corpo, Cultura Corporal, Cultura, NaturezaResumo
Recorrendo às explicações da dimensão cultural do comportamento humano, este artigo objetiva focalizar a Educação Física e seu objeto como elementos emergentes de construções históricas, sociais e culturais, como um polo de resistência às interpretações naturalizantes que ainda desafiam o pensamento acadêmico no interior da área. O texto apresenta uma noção de educação física como intervenção social sobre o corpo, isto é, a possibilidade de se pensar na instituição de uma educação do corpo, a partir da articulação com fundamentos epistemológicos provindos da Antropologia Social. Como área do saber que atua sobre a cultura corporal de movimento, a Educação Física nem sempre olhou com devida acuidade para a dimensão cultural do seu objeto, incorrendo em análises por vezes reducionistas do comportamento corporal humano. A interface da Educação Física com os estudos antropológicos permite compreender aspectos corpóreos como, por exemplo, o aprendizado do movimento e o treinamento corporal, como produções culturais.
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