TRADUZINDO A CARTA DI LOGU (SÉC. XIV), DE ELEONORA D’ARBOREA: UMA LEGISLADORA EM DEFESA DA MULHER E DA NARUREZA
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.1516-1536.2024v26n4.73952Palavras-chave:
Eleonora d'Arborea, Carta de Logu, Tradução, Ecologia, FeminismoResumo
Eleonora d’Arborea (ca. 1347-1404), nascida na Catalunha, é ainda hoje uma figura simbólica na ilha mediterrânea da Sardenha, representando a emancipação das mulheres, a luta pela autonomia política e pela salvaguarda da ecologia e das tradições locais. Após a morte de seu pai (1376), governador do Reino de Arborea, um dos quatro estados feudais que existiam na Sardenha durante a Idade Média, Eleonora assumiu o poder e buscou fortalecer o estado, defender a autonomia contra as invasões externas, em especial do reino de Aragão, e melhorar a administração através de um código de justiça. Dentre os legados do seu governo está a Carta de Logu, um dos primeiros documentos que regulava a vida social e econômica na Sardenha. Este estudo pretende comentar e traduzir dois temas do referido documento: os artigos sobre ecologia e os artigos em que ela trata da mulher. Primeiramente, será apresentada uma breve biografia de Eleonora e do contexto histórico em que ela viveu, para em seguida discorrer sobre a estrutura e os temas da Carta de Logu. Por fim, será feita a tradução dos artigos sobre a mulher e sobre questões de ecologia, com os respectivos comentários. O estudo conclui-se com uma avaliação da relevância de Eleonora d’Arborea e de seu papel na formação de leis em defesa das mulheres e do meio ambiente, sublinhando a relevância de estudos e traduções que visibilizem a contribuição das mulheres na história, seus conhecimentos e capacidades de pensar e de agir sobre o lugar que as cerca.
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