A EXTERIORIDADE COMO CATEGORIA FUNDAMENTAL DA FILOSOFIA DA LIBERTAÇÃO DE ENRIQUE DUSSEL
DOI:
https://doi.org/10.7443/problemata.v16i3.72699Palavras-chave:
filosofia, opressão, libertaçãoResumo
Este artigo analisa a opressão que recai sobre a América Latina desde a invasão de seu território a partir do ano de 1492, período em que Enrique Dussel considera que se inicia o processo de afirmação da europa como centro do mundo. A pesquisa visa responder a seguinte questão: considerando que o projeto filosófico dusseliano vem a ser um filosofar desde o outro, em que sentido a categoria principal desse pensamento, a exterioridade, oferece argumentos consistentes para a compreensão da condição do oprimido latino-americano no século XXI? Parte da hipótese de que a filosofia de Dussel apresenta uma nova concepção de alteridade, que se mostra mais adequada para a compreensão da emancipação do sujeito da “Pátria Grande”, porque se situa na realidade concreta dos povos dessa região. O referencial teórico articula as categorias de oprimido e exterioridade, presentes nas obras 1492: O encobrimento do outro e Filosofia da Libertação na América Latina. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa fenomenológica, que visa a compreensão dos textos estudados. Os resultados alcançados demonstraram que a filosofia da libertação proposta pelo filósofo argentino apresenta uma contribuição original para a história da filosofia, porque propõe, para o sujeito latino-americano, pensar filosoficamente a partir da sua realidade social.
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