ENTRE A CRÍTICA EPISTEMOLÓGICA E A DESCOLONIZAÇÃO
o currículo em saúde como espaço de disputa
Palavras-chave:
colonialidade, epistemologias do sul, currículo em saúde, educação em saúde, biomédico hegemônicoResumo
A formação em saúde na América Latina ainda reflete a colonialidade, marcada por currículos eurocentrados que privilegiam a racionalidade biomédica e reduzem o cuidado a uma dimensão biológica, o que invisibiliza saberes populares, indígenas e afrorreferenciados. Com base no pensamento decolonial e na epistemologia do sul, este estudo, fundamentado em revisão crítico-reflexiva da literatura e em autores, como Quijano (2000, 2005, 2007, 2014), Mignolo (2008, 2011), Walsh (2007, 2008, 2009, 2010, 2014), Freire (1986, 1992, 1996, 2005) e Boaventura Santos (2007, 2010), analisa o currículo como espaço de disputa epistêmica e política. A síntese conceitual e a abordagem reflexivo-compreensiva permitiram identificar três categorias: (i) colonialidade e currículo em saúde; (ii) epistemologias críticas e ecologia de saberes; (iii) práticas pedagógicas de descolonização curricular. Os achados apontam que decolonizar o currículo implica superar o epistemicídio da monocultura científica e valorizar saberes ancestrais e comunitários reconhecendo o currículo como território de disputa para práticas formativas alinhadas à diversidade cultural, à justiça cognitiva e à transformação social.
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