O OFÍCIO DOCENTE

formação, currículo, fissuras, desvios e (re)existências

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15687/rec.v19i1.78056

Palavras-chave:

ofício docente, currículo, formação, resistência

Resumo

Este artigo tem em seu escopo a temática formação docente e currículo tomados como criação e resistência em meio aos desafios das estruturas governamentais. Postula que no gênero profissional docente há a possibilidade de o corpo-trabalhador/a estilizar-se ganhando fôlego novo, inventando outros modos de curricular nas escolas. Essas estratégias podem incluir novos elementos em uma certa memória do ofício docente a partir de um acontecimento, no sentido deleuziano do termo, que se mobiliza no trabalho em educação. Nos ofícios, o gênero profissional diz respeito, principalmente, a uma dimensão transpessoal, e uma dimensão acontecimental está presente. A partir do neologismo infancialização, indica que infancializar à docência é uma direção ético-política, assalta certezas, semeia e colhe espantos, faz pensar diferentes movimentos vibrantes e contínuos. O artigo propõe uma formação a contrapelo, a partir de novas outras estratégias curriculares, lançando mão de arranjos compostos de desvios, fissuras e brechas para criar possíveis de currículos como estratégia de resistência. Nessa direção, toma a aposta de Roland Barthes como desafio: reexistir ao fascismo da língua que nos põe a falar de determinadas formas.

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Biografia do Autor

Jomar da Rocha Farias Zahn, Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória, Espírito Santo, Brasil.

Mestra em Psicologia Institucional pela Universidade Federal do Espírito Santo. Doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Maria Elizabeth Barros de Barros, Universidade Federal do Espírito Santo – Vitória, Espírito Santo, Brasil.

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora da Universidade Federal do Espírito Santo.

Cristiana Mara Bonaldi, Universidade Federal Fluminense – Rio das Ostras, Rio de Janeiro, Brasil.

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo. Professora da Universidade Federal Fluminense.

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Publicado

16-04-2026

Como Citar

ZAHN, Jomar da Rocha Farias; BARROS, Maria Elizabeth Barros de; BONALDI, Cristiana Mara. O OFÍCIO DOCENTE: formação, currículo, fissuras, desvios e (re)existências. Revista Espaço do Currículo, [S. l.], v. 19, n. 1, p. e78056, 2026. DOI: 10.15687/rec.v19i1.78056. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/78056. Acesso em: 14 jun. 2026.

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