A GESTÃO DEMOCRÁTICA A PARTIR DAS MUDANÇAS CURRICULARES DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
Palavras-chave:
gestão democrática, diretores de escola, Base Nacional Comum Curricular (BNCC), currículoResumo
Este artigo discute a noção de gestão democrática e o papel dos diretores de escola a partir das políticas públicas e orientações nacionais das últimas duas décadas, destacando como a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) evidenciou o protagonismo da equipe gestora na sua implementação. A análise foi construída a partir de nossa experiência como professoras da disciplina Estágio em Gestão Educacional e do diálogo com diretores em escolas municipais de Angra dos Reis e do Rio de Janeiro. A perspectiva autobiográfica serviu de base para compreender a gestão escolar e o impacto das políticas curriculares no cotidiano. Além disso, documentos e orientações oficiais também compuseram a empiria do estudo. Constatamos que o discurso atual sobre desempenho, metas e eficiência intensifica a responsabilização dos diretores pelos resultados pedagógicos da escola. Concluímos que, embora a gestão democrática esteja prevista na legislação educacional, as novas diretrizes têm limitado sua efetivação, ao privilegiar uma lógica de eficiência e responsabilização que tende a configurar uma gestão voltada a resultados. Defendemos, portanto, que o conceito de eficiência seja ampliado, de forma a garantir a centralidade da gestão democrática, conforme assegurado na legislação brasileira.
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