O OFÍCIO DOCENTE
formação, currículo, fissuras, desvios e (re)existências
DOI:
https://doi.org/10.15687/rec.v19i1.78056Palavras-chave:
ofício docente, currículo, formação, resistênciaResumo
Este artigo tem em seu escopo a temática formação docente e currículo tomados como criação e resistência em meio aos desafios das estruturas governamentais. Postula que no gênero profissional docente há a possibilidade de o corpo-trabalhador/a estilizar-se ganhando fôlego novo, inventando outros modos de curricular nas escolas. Essas estratégias podem incluir novos elementos em uma certa memória do ofício docente a partir de um acontecimento, no sentido deleuziano do termo, que se mobiliza no trabalho em educação. Nos ofícios, o gênero profissional diz respeito, principalmente, a uma dimensão transpessoal, e uma dimensão acontecimental está presente. A partir do neologismo infancialização, indica que infancializar à docência é uma direção ético-política, assalta certezas, semeia e colhe espantos, faz pensar diferentes movimentos vibrantes e contínuos. O artigo propõe uma formação a contrapelo, a partir de novas outras estratégias curriculares, lançando mão de arranjos compostos de desvios, fissuras e brechas para criar possíveis de currículos como estratégia de resistência. Nessa direção, toma a aposta de Roland Barthes como desafio: reexistir ao fascismo da língua que nos põe a falar de determinadas formas.
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