UN CURRÍCULO, HOSPITALARIO EN REDES DELIRANTES
escapas éticas, estéticas y poéticas
DOI:
https://doi.org/10.15687/rec.v19i1.78235Palabras clave:
currículos delirantes, hospitalidad, currículos en red, vida escolar cotidianaResumen
Este artículo propone una reflexión teórico-poética sobre un currículo alternativo, que surge de la intersección entre la hospitalidad derridiana y las nociones de currículo en red, inspiradas en Alves (2003) y Ferraço (2016). Partiendo de la idea de que la concepción mayoritaria del currículo, tal como la malla y/o los (re)arreglos curriculares, no sustenta la complejidad de los encuentros escolares, por eso concebimos el currículo como redes delirantes, un espacio-tiempo de fugas éticas, estéticas y poéticas. Como líneas de escape, la hospitalidad, en su radicalidad incondicional, nos convoca a recibir al otro que llega sin nombre, desorganizando certezas y reinventando saberes en cada encuentro; mueve las redes curriculares que nos hacen pensar que el currículo no se reduce a documentos prescriptivos, sino que se teje en lo cotidiano, en las conversaciones, en las miradas, en los silencios —todos hilos potentes en los tejidos capaces de acoger a quien llega a la escuela. El delirio, entendido como potencia de invención, emerge como línea de fuga de las ataduras del currículo-prescripción, lanzándonos hacia currículos-otros, plurales e imprevisibles. Abogamos por un currículo hospitalario en redes delirantes, que acoge las diferencias como misterio, inventa palabras nuevas y se construye permanentemente entre las composiciones de las líneas que se mueven en los territorios escolares. Nos comprometemos a concebir y llevar a cabo la educación con un gesto de amor y hospitalidad, nadando contra corrientes opresivas, (re)creando y (en)cantando con y a través de los movimientos de los planes de estudios y la hospitalidad escolar.
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