SUPERVISAR, ORIENTAR Y DISCIPLINAR
LA SEXUALIDAD EN LOS LIBROS DE TEXTO DE CIENCIAS
DOI:
https://doi.org/10.22478/ufpb.2359-7003.2026v35n1.78465Palabras clave:
Educación científica, PNLD, Formación del professoradoResumen
Nuestra investigación tuvo como objetivo analizar cómo se aborda la sexualidad en los libros de texto de ciencias de primaria. Analizamos cuatro colecciones de ciencias recomendadas por el Programa Nacional de Libros de Texto (PNLD), examinando textos e imágenes para identificar afirmaciones discursivas relacionadas con prescripciones, determinaciones y requisitos para el ejercicio de una sexualidad sana, esperada o "normal". Entendemos estas afirmaciones como elementos discursivos que, al hablar de sexualidad, se dirigen a prescribir acciones morales que determinan formas de vivir, ser, hablar y ver (a uno mismo y a los demás) como lugares de verdad. Nuestros resultados apuntan a una sexualidad adolescente, dictada por los aspectos morfológicos y fisiológicos de la reproducción. Existe un refuerzo del patrón heterosexual tanto en el texto como en las imágenes. Se dice poco o nada sobre la orientación sexual y otras posibilidades de experimentar la sexualidad. Cabe aclarar que nuestra intención no es desacreditar el libro de texto, sino defender la importancia de invertir esfuerzos en problematizar las lecciones que este material nos ha estado enseñando, más allá del currículo escolar. En el camino hacia una sociedad menos violenta y discriminatoria, es necesario reconocer la diversidad de forma positiva; por lo tanto, es preciso prestar atención a los elementos que sutilmente silencian e invisibilizan posibles identidades, contribuyendo simultáneamente al mantenimiento, la difusión y el fortalecimiento de los estereotipos. Como docentes, debemos estar atentos a problematizar y desmantelar estas trampas, sacándolas de la normalidad en la que se arraigan.
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