TOQUE COMO PROVOCAÇÃO SENSÓRIA PARA O CURRÍCULO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15687/rec.v18i3.76147

Palavras-chave:

Corpo, Arte, Currículo, Movimento, Filosofia

Resumo

Nesta resenha, apresento o livro “Políticas do Toque: sentidos, movimento e soberania” da filósofa e artista canadense Erin Manning, que articulando filosofia, arte e política propõe o toque como acontecimento sensorial e afetivo que desestabiliza ideias tradicionais de soberania, identidade e corpo. A autora desloca o pensamento ontológico sobre um corpo que “é”, com propriedades próprias e limites definidos, ao perseguir a provocação do que “pode” um corpo, inscrevendo-o em um campo relacional que permite pensá-lo como algo que só se cria na relação com o outro e com o mundo. Ao colocar o movimento como central, a autora convoca a imprevisibilidade, a improvisação e a invenção para pensar as relações, a política e marcações materiais como gênero, raça e sexo para além de definições fixas, normativas soberanas do Estado. Provocações pós-humanistas instigantes para também pensar um currículo sempre em movimento, não dado de antemão e comprometido em inventar possibilidades como alternativas a um ethos neoliberal.

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Biografia do Autor

Viviane Souza, Universidade do Estado do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.

Mestra em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Doutoranda em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Professora do Colégio Pedro II.

Referências

MANNING, Erin. Políticas do toque: sentidos, movimento e soberania; tradução Bianca Scliar Cabral. São Paulo: GLAC edições, 2023.

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Publicado

02-12-2025

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