ME PERDÍ DEL NOMBRE
imágenes, narraciones y planes de estudio plasmados en la memoria de Gisberta.
DOI:
https://doi.org/10.15687/rec.v19i1.78144Palabras clave:
currículo encarnado, currículo de ausencias, memoria, reconocimiento, Gisberta SalceResumen
En este artículo analizamos imágenes, narrativas y disputas de memoria en torno a Gisberta Salce artista e travesti brasileña asesinada en Oporto en 2006, tomando como punto de partida dos fotografías: la imagen ampliamente difundida tras su muerte y una fotografía anterior, publicada en 1998, en la que aparece cantando en una fiesta solidaria. Sostenemos que estas imágenes operan como tecnologías pedagógicas y, por lo tanto, como currículos, reiterandoproduciendo verdades y universalizando distintos modos de reconocimiento. Entre diversas posibilidades, reflexionamos sobre cómo las pedagogías producidas en torno a la muerte elaboran conocimiento a partir de currículos encarnados. En el texto problematizamos la denominación oficial de la Rua Gisberta Salce Júnior, tensionando los límites de las políticas de reconocimiento y los encuadres que reiteran violencias incluso cuando promueven reparaciones simbólicas. En diálogo con los estudios del currículo y las investigaciones sobre lo cotidiano, proponemos habitar el “yo no sé” como método, reconociendo saberes encarnados que escapan al archivo y a la narrativa oficial. Sostenemos que la producción artístico-cultural también constituye conocimientocurrículo y puede desplazar regímenes de visibilidad, abriendo fisuras en las racionalidades hegemónicas e imaginando otros futuros posibles.
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