CONTRARREFORMAS NAS POLÍTICAS CURRICULARES DO ENSINO MÉDIO
influências históricas e internacionais
DOI:
https://doi.org/10.15687/rec.v19i1.71632Palavras-chave:
História da educação, BNCC, contexto neoliberal, Educação Básica, Ensino MédioResumo
O presente trabalho pretende discutir as contrarreformas educacionais brasileiras, com ênfase nas políticas curriculares voltadas para a Educação Básica, mais precisamente a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Novo Ensino Médio (NEM), no contexto das influências internacionais e no panorama histórico do Brasil. Parte-se do pressuposto de que esses contextos influenciaram e moldaram a recepção e adaptação das atuais reformas neoliberais que vêm assombrando a educação pública, especialmente o desenvolvimento da Educação Básica. Para alcançar o objetivo proposto foram utilizadas análises documentais e bibliográficas dos textos normativos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Novo Ensino Médio (NEM). A pesquisa, de natureza bibliográfica e documental, analisa criticamente os textos normativos com o foco em explorar como as antigas raízes e as novas roupagens neoliberais, de uma educação excludente, de conformação ética e moral da sociedade, tecnicista e moldada por interesses econômicos, políticos e territoriais, que historicamente limitavam o acesso à educação às minorias, continuam a influenciar as novas abordagens e perspectivas de formação intelectual na educação, refletindo princípios arcaicos. Em uma perspectiva histórica, percebe-se que as influências hegemônicas, que buscam manter a estratificação social, remontam ao período colonial brasileiro, com desdobramentos até os dias atuais. Sobre os contextos internacionais, destaca-se a forte influência do setor privado nas políticas curriculares nacionais brasileiras.
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