SE A FACULDADE DE PEDAGOGIA NÃO FORMA, QUEM O FARÁ? DISCURSOS CURRICULARES DOS CURSOS DE PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.15687/rec.v18i1.72097Palavras-chave:
Currículo, Formação Docente, Discurso, Prática, AlfabetizaçãoResumo
O artigo examina a formação docente no Brasil, com foco na implementação da Política Nacional de Alfabetização (PNA) e suas consequências para o currículo de formação inicial e continuada de professores. O estudo aborda a estrutura do programa “Tempo de Aprender”, que visa aperfeiçoar práticas pedagógicas por meio de cursos baseados em evidências científicas, promovendo uma abordagem técnica e prescritiva. Discute-se a centralidade da prática docente como eixo da formação, refletindo sobre as disputas em torno de sua significação e sobre a introdução de um paradigma baseado em competências, criticado por reduzir o papel do docente a executor de práticas padronizadas. A partir de uma abordagem teórica fundamentada em Derrida, discute estrutura normativa e sua influência sobre a autonomia docente. A crítica se estende ao caráter prescritivo do currículo, questionando o alinhamento das políticas educacionais com padrões internacionais de avaliação e sua interferência na qualidade da educação.
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