ENTRE O NOVO ENSINO MÉDIO E A POLÍTICA NACIONAL DE ENSINO MÉDIO
deslocamentos na produção da justiça curricular
DOI:
https://doi.org/10.15687/rec.v19i2.79026Palavras-chave:
ensino médio, justiça curricular, currículo, BrasilResumo
O artigo analisa os deslocamentos conceituais nas políticas de Ensino Médio brasileiras entre o Novo Ensino Médio (NEM) e a Política Nacional de Ensino Médio (PNAEM), tomando como eixo a noção de justiça curricular. O texto problematiza as relações entre juventude, desigualdade social e políticas educacionais, destacando como determinadas populações permanecem mais vulneráveis às exclusões sociais. Inicialmente, discute-se a retomada contemporânea dos debates sobre desigualdade e justiça social, mobilizando autores como Thomas Piketty (2015), Nancy Fraser (1997) e François Dubet (2012, 2023). Em seguida, recupera-se o conceito de justiça curricular a partir de Raewyn Connell (1993) articulando-o às contribuições de Jurjo Santomé (2013), Miguel Arroyo (2011) e Branca Ponce (2016). Por fim, compara-se o NEM, centrado na autonomia individual e nos itinerários formativos, à PNAEM, orientada pela ampliação da formação comum, pela permanência escolar e pela proteção das trajetórias juvenis. O estudo conclui que as políticas recentes indicam uma transição significativa da lógica meritocrática para uma perspectiva mais comprometida com igualdade de base e justiça social.
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