PROYECTO DE VIDA COMO INTENTO DE CONDICIONAR EL FUTURO

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.15687/rec.v18i3.76569

Palabras clave:

proyecto de vida, BNCC, nueva escuela secundaria, condicionalidad, traducción

Resumen

Este texto analiza la inclusión del componente curricular del Proyecto de Vida en la Nueva Escuela Secundaria brasileña y su compleja articulación con las reformas educativas, el neoliberalismo y el control curricular. El artículo utiliza la noción derridiana de traducción, como tarea constitutiva e imposible del lenguaje, para argumentar que las políticas educativas, al llegar a las escuelas, se negocian y resignifican constantemente en una contextualización radical que imposibilita la fijeza de los significados y su implementación. La hegemonía del sentido de propósito y el autoemprendimiento en la disciplina del Proyecto de Vida se percibe como un intento de condicionar y controlar el futuro de los jóvenes al buscar ofrecer una solución para el futuro sustentada en métricas, diagnósticos y evaluaciones, cuantificando el aprendizaje, el rendimiento, homogeneizando las acciones y desconsiderando las singularidades. En contraste, el estudio argumenta que la educación es un evento que no está sujeto a cálculo ni medición, sino más bien un proceso continuo de alterización y la constitución del sujeto en relación con el otro. Por lo tanto, el currículo debe considerar lo inesperado y singular, rechazando la dinámica del mérito y el proyecto de reconocimiento que aniquila la diferencia al intentar moldear las subjetividades de los estudiantes en modelos ideales. Finalmente, proponemos diseñar políticas curriculares que combinen fuerzas donde existan demandas democráticas, como una inversión radical en espacios potenciales para empoderar discursos agonísticos y actuar en la invención de currículos dentro del contexto radical de cada sistema educativo, cada escuela, cada clase, cada encuentro.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Bruno Fernando Castro, Universidad Estatal de Río de Janeiro – Río de Janeiro, Río de Janeiro, Brasil.

Doctor en Educación por la Universidad Estatal de Río de Janeiro. Docente en la red pública de educación de Río de Janeiro. Estudios posdoctorales en el Programa de Posgrado en Educación de la Universidad Estatal de Río de Janeiro.

Marinazia Cordeiro Pinto , Universidad Estatal de Río de Janeiro – Río de Janeiro, Río de Janeiro, Brasil.

Doctor en Educación por la Universidad Estatal de Río de Janeiro. Estudios de posdoctorado en el Programa de Posgrado en Educación de la misma universidad.

Virginia Barcellos, Universidad Estatal de Río de Janeiro – Río de Janeiro, Río de Janeiro, Brasil.

Doctor en Educación por la Universidad Estatal de Río de Janeiro. Profesor del Instituto Superior de Ciencias Humanas y Sociales Anísio Teixeira. Investigador posdoctoral del Programa de Posgrado en Educación de la Universidad Estatal de Río de Janeiro.

Citas

AFONSO, Almerindo Janela. Mudanças no Estado-avaliador: comparativismo internacional e teoria da modernização revisitada. In: Revista Brasileira de Educação, v. 18, n. 53, p. 267-490, 2013. DOI: 10.1590/S1413-24782013000200007

ARAUJO, Hellen Gregol. A nova filantropia e a Base Nacional Comum Curricular: a política investigada por redes. 2022. 192 f. Tese (Doutorado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, , Rio de Janeiro, 2022.

BALL, Stephen John; MAINARDES, Jefferson. Tendências atuais dos estudos de Políticas Educadionais. In: BALL, Stephen John; MAINARDE, Jefferson (Orgs.). Pesquisa em Políticas Educacionais: debates contemporâneos. São Paulo: Cortez, 2024. p. 11-15.

BALL, Stephen. John; MAGUIRE, Meg; BRAUM, Annette. Como as escolas fazem políticas: atuação em escolas secundárias. Tradução: Janete Bridon. Ponta Grossa: Editora UEPG, 2016.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, MEC, 2018.

BROWN, Wendy. Undoing the demos: neoliberalism’s stealth revolution. New York: Zone Books, 2015.

BROWN, Wendy. Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática do ocidente. Tradução: Mario Antunes Marino; Eduardo Altheman Santos. São Paulo: Editora Filosófica Politeia, 2019.

BURITY, Joanildo. Pensando colonialidade e de(s)colonialidade no estudo da(s) religião(ões). In: BARBOSA, Francirosy Campos; MOLINA, Ana Maria Ricci; PRADO, Patrícia Simone do; PASQUALIN, Flávia Andrea (Orgs.). Islam, decolonialidade e(m) diálogos plurais. São Paulo: Ambigrama Editorial, 2022. p. 13-41.

CASTRO, Bruno Fernando. Professor pode inventar qualquer história?: Hospitalidade e currículo em história. 2024. 160 f. Tese (Doutorado em Educação) - Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.

DERRIDA, Jacques. O que é uma tradução relevante. Tradução: Olivia Niemeyer Santos. Alfa. ALFA: Revista de Linguística, v. 44, n. 1, p. 13-44, 2001.

DERRIDA, Jacques. A universidade sem condição. Tradução: Evando Nascimento. São Paulo: Estação Liberdade, 2003.

DERRIDA, Jacques. Torres de Babel. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2006.

DERRIDA, Jacques. Vadios. Tradução: Fernanda Bernardo, Hugo Amaral e Gonçalo Zagalo. Coimbra: Terra Ocre Edições, 2009.

DERRIDA, Jacques. Fé e saber. In: DERRIDA, Jacques; VATTIMO, Gianni (Orgs.). A Religião: o seminário de Capri. São Paulo: Liberdade, 2018. p. 11-89.

FERNANDO, Edison; LOPES, Alice Casimiro. Projeto de Vida: afinal do que estamos falando? Brasília, Distrito Federal, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira, 2024.

FOUCAULT, Michel. Nascimento da biopolítica: curso dado no Collège de France (1978- 1979). São Paulo: Martins Fontes, 2008.

GLYNOS, Jason; HOWARTH, David. Logics of critical explanation in social and political theory. London: Routledge, 2007.

GÓMEZ VILLAR, Antônio. Crise da substância material do mundo e da materialidade social da classe trabalhadora. Re-visiones, n. 12, p. 1-7, 2024. DOI: 10.57149/re-visiones.12.1

LACLAU, Ernesto. Emancipação e diferença. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2011.

LACLAU, Ernesto. Ética do compromisso militante, Virtualia: Revista digital de La escuela de La orientación lacaniana, Ano III, n. 12, p. 2-13, 2004.

LOPES, Alice Casimiro. Ensino médio: criando um projeto moral para gerenciar o futuro dos jovens. Caderno de Pesquisa, v. 54, p. 1-21, 2024. DOI: 10.1590/19805314108611

LOPES, Alice Casimiro. Normatividade e intervenção política: em defesa de um investimento radical. In: Alice Casimiro Lopes; Daniel de Mendonça. (Orgs.). A Teoria do Discurso de Ernesto Laclau: ensaios críticos e entrevistas. São Paulo: Annablume, 2015. p. 117-147.

LOPES, Alice Casimiro. Itinerários formativos na BNCC do Ensino Médio: identificações docentes e projetos de vida juvenis. Revista Retratos da Escola, v. 13, n. 25, p. 59-75, 2019a. DOI: 10.22420/rde.v13i25.963

LOPES, Alice Casimiro. Articulações de Demandas Educativas (Im)Possibilitadas pelo Antagonismo ao “Marxismo Cultural”. Arquivos Analíticos de Políticas Educativas, v. 27, n. 109, 2019b. DOI: 10.14507/epaa.27.4881

MACEDO, Elizabeth. As demandas conservadoras do movimento escola sem partido e a base nacional curricular comum. Educação & Sociedade, v. 38, n. 139, p. 507-524, 2017. DOI: /10.1590/ES0101-73302017177445

MACEDO, Elizabeth. A teoria do currículo e o futuro monstro. In: Lopes, Alice Casimiro; Siscar, Marcos (Orgs.). Pensando a política com Derrida: responsabilidade, tradução, porvir. São Paulo: Cortez, 2018. p. 153-177.

MACEDO, Elizabeth. Fazendo a Base virar realidade: competências e o germe da comparação. Revista Retratos da Escola, v. 13, n. 25, p. 39-58, 2019. DOI: 10.22420/rde.v13i25.967

MACEDO, Elizabeth. “Se a pesquisa científica quiser se manter relevante, ela precisa romper com o antropocentrismo”. Ciência & Cultura, 2025. Disponível em https://revistacienciaecultura.org.br/?p=4619 . Acesso em: 30/09/2025.

MBEMBE, Achille. Brutalismo. Lisboa: Editora Antígona, 2020.

MORAES, Marcelo. Democracias espectrais: por uma desconstrução da colonialidade. Rio de Janeiro: Editora Nau, 2020.

MOREIRA, Gilberto; OLIVEIRA, Gustavo Gilson de. Ser, querer ser, poder ser, “merecer”: educação (não) escolar e subjetividade sob a ótica da teoria pós-estruturalista do discurso. In: SIMPÓSIO PÓS-ESTRUTURALISMO E TEORIA SOCIAL, 3., 2019, Pelotas. Anais… Pelotas: [s.n.], 2019. p. 1–17. Disponível em: https://wp.ufpel.edu.br/legadolaclau/files/2019/07/ARTIGO-Moreira-e-Oliveira.pdf. Acesso em: 30/09/2025.

MOUFFE, Chantal. Sobre o político. Tradução: Fernanda Santos. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2015.

NEGRIS, Adriano. A política de morte na periferia da governamentalidade neoliberal. Sapere Aude, v. 11, n. 21, p. 49-69, 2020. DOI: 10.5752/P.2177-6342.2020v11n21p49-69

POPKEWITZ, Thomas; LINDBLAD, Sverker. A fundamentação estatística, o governo da educação e a inclusão e exclusão sociais. Educação & Sociedade, v. 37, n. 136, p. 727-754, 2016. DOI: 10.1590/ES0101-73302016165508

SAVAGE, Glenn Clifton. O que é agenciamento de políticas? Práxis Educativa, v. 17, p. 1-21, 2022. DOI: 10.5212/PraxEduc.v.17.20018.022

SOLIS, Dirce. Pensamento e espacialidade: os espectros que nos rondam e nos obsidiam. In: Soliz, Dirce Eleonora Nigro (Org.). Espectros prisionais. Porto Alegre: UFRGS, 2019.

Publicado

2025-12-01

Cómo citar

CASTRO, Bruno Fernando; PINTO , Marinazia Cordeiro; BARCELLOS, Virginia. PROYECTO DE VIDA COMO INTENTO DE CONDICIONAR EL FUTURO. Revista Espaço do Currículo, [S. l.], v. 18, n. 3, p. e76569, 2025. DOI: 10.15687/rec.v18i3.76569. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/rec/article/view/76569. Acesso em: 15 ago. 2026.

Artículos similares

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 > >> 

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.