PROYECTO DE VIDA COMO INTENTO DE CONDICIONAR EL FUTURO
DOI:
https://doi.org/10.15687/rec.v18i3.76569Palabras clave:
proyecto de vida, BNCC, nueva escuela secundaria, condicionalidad, traducciónResumen
Este texto analiza la inclusión del componente curricular del Proyecto de Vida en la Nueva Escuela Secundaria brasileña y su compleja articulación con las reformas educativas, el neoliberalismo y el control curricular. El artículo utiliza la noción derridiana de traducción, como tarea constitutiva e imposible del lenguaje, para argumentar que las políticas educativas, al llegar a las escuelas, se negocian y resignifican constantemente en una contextualización radical que imposibilita la fijeza de los significados y su implementación. La hegemonía del sentido de propósito y el autoemprendimiento en la disciplina del Proyecto de Vida se percibe como un intento de condicionar y controlar el futuro de los jóvenes al buscar ofrecer una solución para el futuro sustentada en métricas, diagnósticos y evaluaciones, cuantificando el aprendizaje, el rendimiento, homogeneizando las acciones y desconsiderando las singularidades. En contraste, el estudio argumenta que la educación es un evento que no está sujeto a cálculo ni medición, sino más bien un proceso continuo de alterización y la constitución del sujeto en relación con el otro. Por lo tanto, el currículo debe considerar lo inesperado y singular, rechazando la dinámica del mérito y el proyecto de reconocimiento que aniquila la diferencia al intentar moldear las subjetividades de los estudiantes en modelos ideales. Finalmente, proponemos diseñar políticas curriculares que combinen fuerzas donde existan demandas democráticas, como una inversión radical en espacios potenciales para empoderar discursos agonísticos y actuar en la invención de currículos dentro del contexto radical de cada sistema educativo, cada escuela, cada clase, cada encuentro.
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