BNCC

uma leitura dos desdobramentos do discurso gerencialista neoliberal em âmbito municipal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.15687/rec.v18i3.76534

Palavras-chave:

currículo, cultura, diferença, normatividade, teorização

Resumo

O texto, em caráter ensaísta, tem entre seus escopos, analisar, por uma via discursiva e pós-estruturalista, alguns dos desdobramentos do discurso prescritivo, especialmente, por meio da política curricular em torno da BNCC em esfera municipal, a partir de dois recortes, Angra dos Reis e Marabá. Sem objetivo comparativo, mas ilustrativo, os distintos contextos, nos servem à profundidade de uma relação teórico-metodológica e reforça a argumentação em tela. A centralização curricular enquanto discurso, normatividade, tenta bloquear a diferença, produzindo um sentido que se hegemoniza como se fosse universal. A despeito das diferenças, fica bem evidenciado o compromisso com o resultado das avaliações dos estudantes, articulando o forte teor onto-político-epistêmico-metodológico gerencialista e neoliberal, pouco importando outros sentidos e valorações. Conforme temos acompanhado, a teorização curricular se apresenta como um elemento político de peso, não só para apontar caminhos, mas para imaginar e ocupar mundos outros em que se possa viver e respirar.

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Biografia do Autor

William de Goes Ribeiro, Universidade Federal Fluminense – Niterói, Rio de Janeiro, Brasil

Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Docente na Universidade Federal Fluminense.

Ronnielle de Azevedo-Lopes, Instituto Federal do Pará – Marabá, Pará, Brasil

Doutor em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Professor do Instituto Federal do Pará.

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Publicado

18-12-2025

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