BNCC
uma leitura dos desdobramentos do discurso gerencialista neoliberal em âmbito municipal
DOI:
https://doi.org/10.15687/rec.v18i3.76534Palavras-chave:
currículo, cultura, diferença, normatividade, teorizaçãoResumo
O texto, em caráter ensaísta, tem entre seus escopos, analisar, por uma via discursiva e pós-estruturalista, alguns dos desdobramentos do discurso prescritivo, especialmente, por meio da política curricular em torno da BNCC em esfera municipal, a partir de dois recortes, Angra dos Reis e Marabá. Sem objetivo comparativo, mas ilustrativo, os distintos contextos, nos servem à profundidade de uma relação teórico-metodológica e reforça a argumentação em tela. A centralização curricular enquanto discurso, normatividade, tenta bloquear a diferença, produzindo um sentido que se hegemoniza como se fosse universal. A despeito das diferenças, fica bem evidenciado o compromisso com o resultado das avaliações dos estudantes, articulando o forte teor onto-político-epistêmico-metodológico gerencialista e neoliberal, pouco importando outros sentidos e valorações. Conforme temos acompanhado, a teorização curricular se apresenta como um elemento político de peso, não só para apontar caminhos, mas para imaginar e ocupar mundos outros em que se possa viver e respirar.
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